domingo, 10 de setembro de 2017

"Nasci com a Trovoada" - Documentário sobre a vida do cineasta Manuel Guimarães


O Cineteatro Alba apresentou no passado dia 1 de setembro, pelas 21h00, "Nasci com a Trovoada – Autobiografia Póstuma de um Cineasta", documentário sobre a vida e obra do Albergariense Manuel Guimarães (nascido em Valmaior onde seu pai era sócio-gerente da Fábrica de Papel do Prado).

"Nasci com a Trovoada" era um projecto de filme autobiográfico que Manuel Guimarães não chegou a realizar, mas que agora foi concretizado por Leonor Areal. O documentário baseia-se integralmente em materiais de arquivo: filmes, fotografias, artigos de jornal, cartas e diários. Manuel Guimarães é a voz de narrador que nos conduz através da sua vida e obra. Em diálogo com fragmentos dos seus filmes, esta "autobiografia póstuma" assume-se como uma outra ficção.

Na sessão, que contou com a presença da realizadora, foi ainda exibido a curta-metragem “A Terra de o Homem” (1969), de Manuel Guimarães, recentemente recuperado.




Manuel Guimarães (1915-1975)

Manuel Guimarães nasceu em 1915, em Valmaior, e foi o principal cineasta neorrealista do cinema português. Os seus filmes revelam um olhar original sobre a sociedade portuguesa, escolhendo personagens consideradas marginais, tais como saltimbancos, pescadores, vadios, prostitutas, estivadores, jornaleiros. Nelas se espelha uma arte de sonhar, aliada a uma ética da resistência e à capacidade de sacrifício que nunca abandona a esperança.

Manuel Guimarães sofreu amargamente às mãos da censura e viveu alguns períodos de grande dificuldade, sobrevivendo com alguns documentários e diversos trabalhos plásticos. A morte apanhou-o a meio da montagem do seu filme-testamento "Cântico Final", em 1975.

Fonte: CMAAV

Mais informações: Blog Nasci com a Trovoada / Blog Manuel Guimarães

Trailer



 Sinopse do Indie.lisboa

Manuel Guimarães é um dos mais importantes cineastas portugueses mas, ao longo dos anos, o seu trabalho foi sendo esquecido. O único realizador neo-realista do cinema nacional deixou uma obra sem igual, onde retratou duramente a sociedade do Estado Novo e, por isso mesmo, foi vítima da censura. Em 2015, comemoraram-se os cem anos do seu nascimento e a realizadora Leonor Areal (curadora da exposição e retrospectiva Manuel Guimarães – Sonhador Indómito) faz, em Nasci com a Trovoada, a sua homenagem a um artista atormentado, “sempre cheio de dúvidas e de aflições".  

Cinemateca 
 
 

domingo, 20 de agosto de 2017

Ligações do Partido Comunista a Albergaria-a-Velha durante o Estado Novo (anos 40)


António Gomes da Silva/"Russo", que era alfaiate e usava o nome de "Rocha" para as actividades partidárias, fazia parte do comité local de Espinho, sendo um dos diversos delegados da organização comunista que entregavam propaganda e desenvolviam essa organização em Ovar, Águeda e Albergaria-a-Velha. Para o desenvolvimento da organização contactou com Augusto de Lemos Henriques Ribeiro Pinheiro (conhecido como "Augusto da Cadeia").

"Augusto da Cadeia" era carcereiro da comarca de Albergaria-a-Velha e responsável por um "grupo" desta localidade. Por intermédio de Luís da Silva e Costa, conheceu outro que lhe dava os jornais comunistas e depois este apresentou-lhe o António das Neves Martins de Barros, a quem passou a entregar o material de propaganda.

Álvaro Correia Leite/"Barito", que trabalhava na Fundição de Albergaria-a-Velha [Fábricas Alba ?], fazia parte de uma célula comunista, conjuntamente com Germano Gomes Pinho/"Germano Serrano".


Em Dezembro de 1943 são presos membros do partido comunista nos concelhos de Ovar, Albergaria-a-Velha e Águeda.

Leandro Gomes Ferreira, ajudante de notário, afirmou no Auto de perguntas de 14 de Dezembro de 1943 (Processo PVDE nº 278/43) que era democrático e que considerava que no regime actual não existia liberdade de palavra ou religião. Tinha estado filiado no tempo da democracia no Partido Republicano Português e há cerca de 6 meses conhecera "Augusto da Cadeia" que lhe entregava os jornais que lia e rasgava, assim como lhe dava dinheiro, mas apenas o fazia por caridade porque não era comunista.

António Bernardino Tavares/"Rodas" também recebeu jornais por intermédio de "Augusto da Cadeia" e deu-lhe dinheiro mas afirmou que "não tem ideal político", embora soubesse que ele pertencia à "organização subversiva".

Henrique Marques Alexandre, médico veterinário, negou qualquer ligação ao partido comunista e confirmou que apenas recebe os jornais que "Augusto da Cadeia" lhe vende e dá dinheiro à organização comunista por caridade.

José António Lopez Novelle, comerciante, de Orense-Espanha, residente em Albergaria-a-Velha, detido para averiguação de "actividades subversivas", nos interrogatórios responde que vivia em Portugal há trinta anos e que há oito meses Augusto de Lemos Henrique Pinheiro/"Augusto da Cadeia" lhe entregou alguns jornais Avante e, embora tivesse contribuído com algum dinheiro, para auxílio das famílias dos presos políticos, não era comunista.

Fonte: adaptado de tese de Maria Filomena Rocha Lopes sobre "O Sindicalismo português entre 1933 e 1974 (em "Novos Arruamentos")

Texto integral (tese)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Memórias da Feira dos 26 de Angeja


Angeja "tem feira a vinte e seis do mês, cada anno, dura meyo dia” (Memórias Paroquiais de 1758)

Realiza-se no Largo Marquês de Angeja (conhecido por Largo da Feira), onde existe um crucifixo e um chafariz com bebedoiro para animais. Feira aberta, mas paga Imposto de terreiro.

Transacciona-se gado vacum e porcino, e algumas vezes lanígero. Gado de cornos, segundo nos informaram, entraram hoje na feira 300 cabeças; porcos 150; de lanígeros, nesta feira, não se deu conta.
Curiosidade: A pessoa de sobretudo preto é D. Leonor Ribeiro aos 18 anos, quando Sr. Manoel Souto (emigrado no Brasil)  a conheceu e se apaixonou (*)

O gado é trazido à soga [corda], pelos produtores-lavradores de Fermelã, Cacia, Frossos, etc„ e, naturalmente, de Angeja. Os compradores são lavradores da região e os negociantes (marchantes e talhantes) vêm de Cantanhede, Paredes, Penafiel, Avanca, Estarreja, Figueira da Foz, etc. (em número de 30), e transportam o gado em camionetes.


Ainda se usa o alborque - "regar” com uns copos (geralmente vinho branco) o negócio feito, despesa paga pelo vendedor, em honra do comprador e dos que o ajudaram a rematar o negócio (os negociantes por vezes fazem cambão [combinam preços]). Há para o efeito uma taberna no local, aberta nos dias de feira.


Pare além de negócio de gado, indubitavelmente o mas vultoso em notas, há uma variedade infinita de artigos à venda:

* utensílios da lavoura, máquinas de sulfatar, moto-serras, semeadores de batata e de milho, arrendadores, etc.; correame [correias] para o gado, como piaçás, brochas (correia que liga a canga ao pescoço da vaca), tamoeiros [peças para carros de bois], passadeiras, etc.;
* utensílios de cozinha, desde garfos, facas e colheres, aos alguidares, tachos e panelas; artigos em folha zincada e de flandres; funis, regadores, púcaros, almudes (de 20 litros), lampiões, candeias de curral, etc., etc.;
* em vestuário o calçado, é um louvar-a-Deus de tendas, de barracas, de carrinhas, carros e carretas;
* cofinhos para o gado (antigamente de baracinha [cordel], agora do arame);
* peneiras, tamancos, pipos, pipas e dornas, melões e maçãs, enxadas, ferros de engomar à brasa, foicinhas, martelos, fogareiros, louças, pão do Fontão (muito saboroso) e tremoços (bem apaladados), regueifas, plásticos (ui, Jesus, o que vai pr'aí de plásticos), objectos de barro (caçoilas e púcaros, tarros e tarrelos), cordas de plástico e adibais [cordas compridas] de sisal, esteiras (em desuso, a malta agora quer é edredons e alcatifas!), aventais (os de serguilha tiveram a sua época!), blusas, casacos e bonés, galrichos, cestos de vime — o fim do mundo!

E pó! E música (altíssimo-falantes)! E propagandistas da banha-de-cobra! Vá lá, já não se vê os estropiados que andavam mendigando de feira em feira … hoje tudo fuma cigarro feito e de filtro!

No dia da feira o negócio local anima-se. Esta feira é o melhor ex-libris de Angeja.



Fonte: Bartolomeu Conde em Jornal "O Aveiro" (em "Novos Arruamentos")

(*) Imagem utilizada no cartaz da feira de 2015 (mais informações: Cristina Souto Rigotti)

A organização da feira foi retomada em 2014, tendo agora periodicidade anual



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Joaquim Nunes Alves, empresário em Belém do Pará (1912-2010)


Joaquim Nunes Alves nasceu no lugar do Sobreiro, em Albergaria-a-Velha, em 29 de Maio de 1912, filho de António Nunes Alves e Gracinda Santiago Alves. Fez seus primeiros estudos em Albergaria-a-Velha e depois no Porto.

Saiu de Portugal ainda jovem, com 18 anos, para Belém, "chamado" pelo seu irmão mais velho, Augusto Nunes Alves, que já se encontrava aí emigrado. Nessa cidade concluiu o curso de Contabilidade e fez outros nas áreas de Comércio (no então Grémio Literário Português) e de Administração de Empresas.

Deixou em Portugal a mãe, Gracinda (o pai tinha falecido em 1914), e os irmãos Laura, João, funcionário da Fundição Alba, e José Nunes Alves, que foi Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha na década de 70.


Joaquim iniciou sua vida profissional como simples empregado da firma Silva Santos & Cia., da qual já era sócio seu irmão Augusto Nunes Alves, mas foi progredindo nas lides comerciais até se tornar sócio principal da referida firma,  alterando-lhe a razão social para Cosmorama Indústria e Comércio Ltda., com a admissão de seu sobrinho João Pedro e antigos colaboradores, no crescimento de uma empresa da qual foi Director-Presidente e sócio maioritário.

Foi igualmente fundador da Espelhorama Ltda. e da Vidrorama Ltda., que conseguiu fazer crescer ao longo de muitos desafios e dificuldades de todos os tipos.

Além de Industrial, Comerciante e Pecuarista, era conhecido também por sua dedicação às causas sociais, tendo presidido à Benemérita Sociedade Beneficente Portuguesa do Pará durante quatro mandatos. Dirigiu igualmente a Federação Brasileira de Hospitais e foi Conselheiro e Director da Fundação do Bem Estar Social, bem como presidiu à Consanpa, Fadesp e Cinbesa.  


Foi Presidente da Associação Comercial do Pará e do Rotary Club de Belém e dirigente da Assembleia Paraense, Pará Clube, Tuna Luso Brasileira e antigo Automóvel Clube. E integrou igualmente a comissão de festejos para Nossa Senhora de Nazaré por vários anos.

Pelo seu empreendimento empresarial recebeu as Comendas da Ordem da Benemerência concedida pelo Estado Português, Ordem do Mérito Grão Pará (com grau de Comendador, concedida pelo Governo do Estado do Pará) e o título de Cidadão de Belém.

Foi ainda agraciado como Comerciante do Ano, pela Associação Comercial do Pará, e recebeu várias medalhas e diplomas de Honra ao Mérito, concedidas pela Câmara Municipal de Belém, e recebeu a Palma Universitária da UFPA.

Faleceu no dia 3 de maio de 2010 em Belém, poucas semanas antes de completar 98 anos.

Fontes:  Who's who in Brazil / Portal ORM / Revista da Academia Paraense de Letras / Blog de J.A.Rodrigues / Personagens do Comércio / Familiares (*)

(*) Agradecimento especial: Profª Laura Maria (filha), Dra. Marcela Tostes (neta) e restante família

Casa do Sobreiro

(mais fotos ... )

segunda-feira, 10 de julho de 2017

CutBrik Tools - A melhor solução para os seus trabalhos em madeira

 

A história da CutBrik Tools remonta ao ano de 1962 quando Fernando Augusto Marques de Abreu, num espaço de 40 m2, com parcas condições e sem energia eléctrica, dá os primeiros passos na produção de serrotes.

Mas as dificuldades eram muitas pois Portugal não tinha tecnologia nem máquinas para produção destas ferramentas.

Sem baixar os braços, Fernando Abreu procurou saber como se fazia no estrangeiro, munindo-se de toda a informação e tecnologia. Nasce assim a Manufacturas Abreu (então como actividade empresarial em nome individual).


Na altura havia muitos condicionalismos industriais e o mercado estava monopolizado e eram raras as empresas que conseguiam vingar. Mas este contexto não assustou Fernando Abreu que trabalhando arduamente vence muitas contrariedades, conseguindo a primeira exportação para Marrocos em 1975.

A “abertura” a novos mercados deu um novo impulso à empresa. A credibilidade e reconhecimento da qualidade das suas serras e serrotes contribuíram para a fidelização de mercados como Espanha, França, Alemanha, Grécia, Inglaterra, entre outros.


Em 1999, a empresa ganha uma nova dimensão sendo criada uma sociedade anónima de nome Fernando Abreu, S.A., prestigiada e reconhecida em vários países do mundo. Em 2000 é criada a marca CutBrik Portugal. E em 2004 a empresa é deslocalizada da Cruzinha para a Zona Industrial de Albergaria-a-Velha.

Apostando sempre no crescimento, na inovação e na qualidade dos seus serviços, 85% da sua produção é absorvida por cerca de 40 países, que vão desde os Estados Unidos da América à China (Hong Kong), passando pela Europa, Médio Oriente e África.


Dando mais um passo na constante modernização, os administradores, Fernando Abreu e a sua filha Fernanda, decidem ser chegado o momento para revitalizarem a imagem institucional da empresa promovendo a alteração do nome da empresa para um nome pelo qual os clientes os identificavam, a marca dos seus produtos CutBrik. Assim a 31 de Janeiro de 2014, a Fernando Abreu S.A. transforma-se em CutBrik Tools, S.A.

A reestruturação teve também como objectivo dar um passo em frente, afirmando-se como uma empresa para o futuro, sempre na busca incessante de excelência no serviço ao cliente, na apresentação de produtos de qualidade, reconhecida, no desenvolvimento e na inovação de soluções cada vez mais eficientes, que passam do mais simples para uso doméstico, ao mais técnico para uso profissional.

Fontes: Guia Empresarial (JN) (adaptado) / Página Oficial

terça-feira, 20 de junho de 2017

Dos vestígios do passado ao património arqueológico (II)






Fonte: Artigo de António Manuel S. P Silva em "Revista Albergue"

sábado, 10 de junho de 2017

Francisco Dias de Oliveira, familiar do Santo Ofício (1722-1812)


Francisco Dias D’Oliveira, 1º Senhor da “Casa do Mouro”, filho de Miguel Dias D’Oliveira e de D. Maria João, nasceu em 24 de Setembro de 1722 em Albergaria-a-Velha, onde foi baptizado na Igreja Paroquial em 29 do mesmo mês pelo Padre Cura Manuel Álvares Ferreira, tendo por padrinhos: José Gonçalves e D. Isabel Marques, filha de Rafael Ferreira Torrão.

Emigrou para o Rio de Janeiro ainda novo, onde com seu irmão José Dias D’Oliveira adquiriu grande fortuna, ao serem proprietários de uma companhia de navegação, possuindo duas corvetas “Nossa Senhora da Conceição” e “Santa Rita”, com as quais negociavam entre Santa Cruz e Angola.

Regressou a Portugal no início da década de 60, vindo casar a Albergaria-a-Velha, em 1768, com sua prima em 3º e 4º grau D. Maria Joana Álvares Ferreira, filha dos 2ºs Senhores da “Casa do Outeiro ou da Rua de Cima” Vicente Ferreira e de D. Dionísia Josefa Álvares Ferreira.

Fez parte da Companhia de Jesus e foi nomeado Familiar do Santo Ofício por carta passada em 29 de Janeiro de 1762, onde é chamado “Homem de negócio”.

Faleceu em 9 de Julho de 1812 em Albergaria-a-Velha, sendo sepultado no dia seguinte dentro da Igreja Paroquial, deixando seis filhos.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira (em marforum)

Mais informações: "Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha" de Delfim Bismarck Ferreira e Revista Albergue

Imagem: extracto de retrato a óleo da autoria de Giorgio Martini (capa da edição nº 2 da Revista Albergue)

sábado, 20 de maio de 2017

Dos vestígios do passado ao património arqueológico (I)


O inventário mais completo destas expressões funerárias pré-históricas em Albergaria-a-Velha deve-se a Fernando Augusto Pereira da Silva e está incluído no repertório do megalitismo a Sul do Douro (bacias do Vouga e do Alto Paiva) que constitui o primeiro volume da sua tese de doutoramento, que se mantém inédita.

Este investigador registou doze monumentos megalíticos no concelho, quatro deles já destruídos à data (1996):

- as mamoas 1, 2 e 3 do Taco, freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior, referidas por Leite de Vasconcelos (1912), tendo entretanto a mamoa 2 sido destruída;

- as mamoas 1 e 2 da Senhora do Socorro, na mesma freguesia, visitadas por Fernando Silva em 1982 e que foram “pouco tempo depois destruídas”;

- a mamoa das Arrôtas, Cavada Nova ou Açores, monumento registado por Leite de Vasconcelos em 1912 e actualmente classificado como Bem patrimonial de Interesse Público;

- a mamoa 1 de Cabeço de Mouros, Telhadela;

- as mamoínhas 1 e 2 de Beduído (Albergaria-a-Velha e Valmaior);

- a mamoa de São Julião, dentro do povoado do mesmo nome, na freguesia da Branca;

- a mamoa Negra ou da Areia, em Angeja, achava-se já destruída;

- a mamoa do Cabeço ou Monte Redondo, também chamada do Boi ou Cova da Moura, em Alquerubim, tinha visto o seu tumulus arrasado mas conservava ainda esteios da câmara funerária original.


De todos estes monumentos funerários apenas a Mamoa de Açores, que se encontra classificada, e as sepulturas 1 e 3 do Taco estão cartografadas na Carta de Património do Plano Director Municipal, enquanto no Portal do Arqueólogo se registam tão somente as mamoas 1 a 3 do Taco, a mamoa de Açores e a das Arrotas, entendidas erroneamente como distintas. Não obstante, há informações e até objectos relacionados com outros monumentos megalíticos, destruídos nas últimas décadas.

Fonte: António Manuel S. P Silva em "Revista Albergue" (adaptado)

Imagem inicial: Espólio arqueológico da Mamoa 3 do Taco, Albergaria-a-Velha. Reprod. de Pereira da Silva (1992)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pintura de antiga casa de António Domingues Pinto

 
Pintura do início do século XX retratando o actual "Solar das Camélias". Antiga casa de António Domingues Pinto, ainda com o torreão.

Foto gentilmente cedida pelo seu neto, Arthur Domingues Pinto Jr.

Fonte: Telhadela - História e Património

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Armando Vidal, músico e maestro


Armando Vidal nasceu em Albergaria-a-Velha em 23-01-1947. Iniciou muito cedo os seus estudos musicais, concluindo no Conservatório Regional de Aveiro o Curso Superior de Piano com grande distinção. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian fez estudos de aperfeiçoamento com os professores Croner de Vasconcellos, Karl Engel, Paul von Schillawsky, Melina Rebelo e Lígia Ebo.

Fez uma carreira de pianista colaborando com grandes nomes nacionais e internacionais do canto, sobretudo no campo da Ópera, uma vez que foi Maestro assistente durante largos anos no Teatro Nacional de S. Carlos. Começou por se apresentar com o barítono Oliveira Lopes em concertos, tendo gravado para a RDP e RTP vários ciclos de Schubert, Schumann, Beethoven.


Tocou em Portugal, Madeira, Açores, Macau, Angola, Marrocos, Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Roménia, com os mais reputados cantores portugueses de várias gerações. Acompanhou em concerto nomes como Elsa Saque, Joy Bogen, Mara Zampieri, Fiorenza Cossotto, Ivo Vinco, Carlo Bergonzi.

Dirige orquestras em variados programas de Concerto, Oratória e Ópera, desde 1980. Além do Teatro Nacional de S. Carlos, dirigiu concertos e espectáculos do Real Teatro de Queluz, Companhia Portuguesa de Ópera, Orquestra do Norte, Teatro Ibérico, entre outros.


Foi professor no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Música de Câmara, e na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Competição. Exerceu igualmente funções de professor em diversas cadeiras nos Conservatórios Regionais de Aveiro, Ponta Delgada e Braga.

E colaborou em diversos Cursos de Interpretação com Paul Tortelier, Karene Giorgian, Ludwig Streicher, Regina Resnick, Ileana Cotrubas e Mara Zampieri.


Colaborou em várias edições discográficas e programas para a Rádio e Televisão. Das suas gravações mais recentes contam-se “A Canção Portuguesa” com Carlos Guilherme e “Casablanca – Os Êxitos da Broadway” com o Real Teatro de Queluz.

Gravou música para os filmes de Manoel de Oliveira "Mon Cas" ("O meu caso") e "Os Canibais", interpretando obras originais de João Paes, e colaborou na música do filme “Amor de Perdição”, igualmente de Manoel de Oliveira.

Fontes/Mais informações: Facebook / Youtube / Teatro Ibérico / Câmara Municipal de Guimarães

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Probranca - Associação Para o Desenvolvimento Sócio-Cultural da Branca


A Probranca foi constituída em 21 de Fevereiro de 1987 com a missão principal de servir as pessoas da Branca e de apoiar a Autarquia Local, nos projectos estratégicos de desenvolvimento da Freguesia, e as Associações, já constituídas, na concretização das suas principais aspirações.

Tirar a Branca do marasmo foi o propósito da Probranca, que fez convergir para o interesse da comunidade todas as forças vivas: autarquia, paróquia, associações culturais, personalidades e empresas. Como era urgente começar, decidiu-se arrancar mesmo sem sede e em condições precárias de funcionamento no edifício-sede da Junta de Freguesia.


Foram posteriormente construídas instalações próprias, em terreno também cedido pela autarquia local e com projeto elaborado pela Câmara Municipal. Esta obra esteve parada durante muitos meses por falta do prometido e atempado apoio da Câmara Municipal e só foi possível concluí-la com um novo projecto, que contemplou a ampliação e adequação das novas instalações às suas múltiplas actividades entretanto implementadas, financiado com recurso a fundos comunitários, ao abrigo do qual se edificou o Centro Comunitário.

Para fazer face ao crescimento e expansão futuros, foi necessário adquirir os terrenos confinantes a sul do Centro Comunitário, nele tendo sido investidos meios financeiros de montante assinalável, obtidos por recurso a financiamentos bancários.


A instituição, que deu os primeiros passos com três ou quatro idosos numa sala emprestada pela Junta de Freguesia, é hoje um “centro” de prestação de serviços a todas as gerações. Acolhe diariamente cerca de 150 crianças e cerca de 100 idosos, contando para isso com mais de meia centena de colaboradores.

A Probranca possui respostas sociais dirigidas às faixas etárias da infância - Creche, Jardim de Infância e CATL, até à terceira idade - Centro de Dia e Centro de Convívio, Serviço de Apoio Domiciliário e Serviço de Apoio Domiciliário Integrado. Possui a resposta social de Atendimento/Acompanhamento Social para a comunidade em geral. Também tem ao dispor da comunidade a Loja Social “De Mão para Mão”.

Fontes/Mais informações: Videos institucionais (1)(2) / Página oficial

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Rota dos Moinhos - Moinhos da Freirôa


Para além de ser um dos moinhos de maiores dimensões, o núcleo de moinhos de rodízio da Freirôa é também um dos mais antigos existente nas margens do Rio Caima, no concelho de Albergaria-a-Velha, remontando, pelo menos, ao início do século XIX.

No auge da sua actividade, o núcleo era composto por 14 casais de mós distribuídas por várias casas de moinho e anexos. Estes últimos usados como arrecadações e currais, que tanto podiam guardar os sacos de grão ou de farinha, como servir para abrigar os animais que eram utilizados como meio de transporte pelos moleiros. Trata-se por isso de um complexo moageiro de características ímpares a nível regional.


Graças ao empenho e dedicação de alguns dos seus proprietários, foi possível a partir de 2003 iniciar um lento processo de recuperação de todo este património. A iniciativa partiu do Sr. António Marques Almeida, residente nas Frias, o qual se empenhou a fundo na reabilitação das casas de que é proprietário.

No ano de 2005 coube a vez a outro dos proprietários, Sr. Firmino Ribeiro Valente, residente no Sobreiro, proceder ao início da recuperação da parte do conjunto que lhe pertence.

2006

Durante o ano de 2006 foram dados grandes passos com vista à recuperação de todo este complexo moageiro. Outro dos proprietários, Sr. José de Almeida, residente no Fontão, um dos últimos moleiros em actividade no nosso concelho e na nossa região, deu início à recuperação da sua parte.

Posteriormente, outro dos proprietários dos moinhos da Freirôa, Sr. Joaquim Almeida, residente em Salreu, iniciou também os trabalhos com vista à recuperação da sua parte. Os rodízios dos moinhos foram executados segundo os métodos tradicionais, um dos quais pelo Sr. José de Almeida, um dos proprietários, e outro pelo Sr. Augusto Santa, moleiro de Canelas que no passado também moeu em outro dos moinhos do rio Caima.


Coordenadas GPS: N 40º 43´25.46” W 8º 28´03.51”

Local: Margem direita do Rio Caima - Branca

Acesso: O acesso a este núcleo molinológico deve fazer-se preferencialmente a pé, de bicicleta ou em veículo com tracção, pois terá de percorrer alguns caminhos florestais que partem das imediações do Santuário da Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, tomando o troço principal do antigo Caminho dos Moleiros em direção ao vale do Rio Caima.

Moleiros: José Almeida e Firmino Oliveira.

Proprietários: José Almeida, Firmino Oliveira, Joaquim Almeida e António Almeida.

Fontes: Rota dos Moinhos / Geocaching / Moinhos de Portugal  (AF) /  Moinhos Abertos

Alguns dos proprietários dos moinhos em 2007  (AF)

 

segunda-feira, 20 de março de 2017

ACUSTEKpro - líder em soluções de isolamento acústico


A Acustekpro foi fundada em 2005 em Valongo, Ermesinde, tendo sido deslocalizada para Albergaria-a-Velha, para o Lugar de Assilhó, em Fevereiro de 2007.

A empresa conta com uma larga experiência na realização de obras de isolamentos, bem como no desenvolvimento de produtos próprios, actuando em três áreas de negócios: isolamento acústico, soluções chave na mão para isolamentos e condicionamentos acústicos para indústria, construção civil e obras particulares.


Entre as suas principais obras é de destacar, entre outras, as seguintes: Hotel Pestana (na foto), Auditório Municipal de Grândola, Banco do Fomento de Angola, Estúdios TV Record em Portugal, Estúdios SIC em Matosinhos, Centro de Cultura de Coimbra, Conservatório de Música de Bragança, Padrão dos Descobrimentos (Insonorização).

A empresa colabora com empresas e arquitectos de referências como Mota Engil, Teixeira Duarte, Costa Lopes Arquitectos, JLCG (Arquitecto Carrilho da Graça).


Com uma aposta clara na detenção de toda a cadeia de valor, a Acustekpro projecta e fabrica os seus produtos na fábrica de Albergaria-a-Velha e instala-os posteriormente com recurso a mão-de-obra própria.

A Acustekpro tem o objectivo de ser, nos próximos dez anos, uma referência no campo da acústica a nível mundial, levando os seus projectos, criações e produtos a todos os cantos do globo, tornando assim, acessível a todos, um produto de qualidade superior, e acima de tudo, com a garantia de satisfação constante por parte do cliente.

Fontes: Página Oficial / Catálogo