terça-feira, 20 de março de 2018

"Jornal de Albergaria" - 3ª série (15-03-2018)


Foi com alguma surpresa que tomámos conhecimento (após um hiato de 7 anos) do relançamento do "Jornal de Albergaria" agora na sua 3ª série. Tem periodicidade quinzenal e o director é Paulo Simões, sendo Solange Ferreira a chefe de redacção.

No editorial, Paulo Simões afirma que "A aproximação com a população é uma condição e a busca da verdade é o nosso lema".


Tem vários pontos de interesse incluindo dois pequenos artigos que destacamos, um do Dr. Mário Jorge (que foi o único director do jornal na 2ª série que durou de 1993 a 2011), com o título "Faz sentido um novo Jornal de Albergaria ?", e outro do Padre Querubim Silva com o título "De Pé!".

Actualmente existem no concelho dois jornais regionais: o Correio de Albergaria e o Beira-Vouga, este último dividido entre o nosso concelho e o de Sever de Vouga.

sábado, 10 de março de 2018

Luís Sequeira e as memórias de sua mãe, Maria Zita, e de São João de Loure


Luís Manuel da Cruz Sequeira nasceu há 53 anos em Toronto, no Canadá, mas tem dupla nacionalidade e um grande orgulho nas suas origens portuguesas.

Vem a Portugal “pelo menos duas vezes por ano” e é em S. João de Loure que se instala para depois visitar cidades como “Porto, Espinho ou Lisboa”.

Candidato aos Óscares, os principais prémios de cinema do mundo, aos BAFTA, entregues pela academia britânica de cinema e vencedor de um "Costume Designers Guild Award" (na categoria de "Excelência em Filme de Época"), prémio atribuído pelo sindicato dos figurinistas dos EUA. E todas estas distinções são referentes ao trabalho feito por Luís Sequeira no filme do realizador mexicano Guillermo del Toro, "The Shape of Water" - traduzido para "A forma da água", em português.

Luís Sequeira à esquerda na foto aquando da celebração do Oscar para melhor filme

"A forma da água" não ganhou o Oscar para melhor guarda-roupa, mas o filme de Guillermo del Toro, que era um dos favoritos aos prémios da academia de Hollywood, com um total de 13 nomeações, venceu em quatro categorias, incluindo as mais importantes de melhor filme e melhor realização.

A carreira de Luís Sequeira enquanto designer de Guarda-Roupa (Costume Designer) inclui séries de televisão como: "Code Name: Eternity", "Being Erica" ou "The Strain". No cinema assinou o figurino de obras como o filme juvenil "Charlie Bartlett" (2007) ou, mais recentemente, de dois filmes de terror: "Carrie" (2013), com Chloë Grace Moretz e Julianne Moore, e "Mamã" (2013), com Jessica Chastain.


Influência da Mãe

A mãe, Maria da Cruz Sequeira (conhecida por Maria Zita), nasceu no Estoril e apenas viveu quatro anos em São João de Loure, de onde são originais os avós de Luís Sequeira.

Quando era criança, Luís Sequeira costumava brincar aos pés da mãe enquanto ela costurava. Divertia-se com os tecidos, botões ou dedais. Apesar de trabalhar num hospital em Toronto, no Canadá, a mãe continuava a fazer roupa, relembrando os tempos em que tinha meia dúzia de mulheres às suas ordens num atelier em Lisboa. Ainda hoje, Luís Sequeira guarda os catálogos com os vestidos de noiva criados por ela, nos anos 50, na capital portuguesa.


"A minha mãe era uma senhora muito bonita, tinha uma grande paixão pela moda e também pelo cinema". "Queria que eu escolhesse uma profissão que desse dinheiro, em vez de ir para a área artística. Mas a minha escolha deu resultado...".

"Dizer que a carreira dela não me influenciou seria mentira, uma vez que as minhas primeiras lembranças são de estar a brincar com os pés enquanto a minha mãe pedalava na sua velha máquina de costura. Depois, um pouco mais tarde, comecei a mexer nas caixas de contas e misturava tudo. Não era muito útil. A minha mãe teve uma grande influência em mim e admiro-a muito. Uma mãe solteira da década de 60, a viver sozinha num país estrangeiro, a criar-me sozinha. Sempre foi uma mulher valente e honrada". "(...) pode parecer um cliché, mas aprendi com ela a não desistir".


Memórias de São João Loure

“Tenho muito boas memórias dos tempos em que íamos a Portugal quando era garoto. Os meus avós maternos viviam numa casinha em São João de Loure [Albergaria-a-Velha]”, recorda. “Ainda tenho essa casa e adoro ir lá”.

"A primeira recordação que guardo de S. João de Loure é estar deitado num ra­mo de eucalipto com a minha avó a arrastar-me pela aldeia. Lembro-me mui­to bem do sol nos olhos e daquele cheiro do eucalipto."

"Bem, já vou parecer um velhote… mas nessa altura não havia muitos carros na aldeia havia mais bois e vacas, mas tenho muitas saudades desse tempo".

"Lembro-me que, na altura, era uma aldeia que me dava muito medo à noite. Era muito sossegada, eu vinha de uma cidade grande e à noite não se via ali ninguém. Só se viam as luzinhas nas portas e aquilo dava-me pesadelos".

Fontes/Mais informações: Diário de Aveiro / Visão (1)(2) / Aveiro.co / Notícias Magazine / Expresso / Elle / Facebook

Obituário em Legacy.com

Alvará para renovação da Casa de São João de Loure

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Vicente Rodrigues Faca, comerciante e autarca (1864-1937)


Vicente Rodrigues Faca nasceu em Alquerubim em 8 de Outubro de 1864. Casou em Albergaria-a-Velha com D. Isaura da Silva Vidal. Residiram em Alquerubim, antes de emigrarem em 1899 para a Cutumbela, Benguela, Angola, de onde regressaram definitivamente, depois de 1904, instalando-se em Albergaria-a-Velha.

Foi proprietário da Pensão Faca e depois fundador e proprietário do Hotel Vouga (inaugurado em 15 de Setembro de 1910 no Largo do Chafariz), com restaurante, café e bilhar. E teve igualmente um armazém de calçado na Praça Ferreira Tavares.

Hotel Vouga
Aderiu logo à República em Outubro de 1910; foi Presidente substituto e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, em 1910;  Vereador da Câmara entre 1910 e 1911; Director do Grémio Recreativo Albergariense em 1910; Administrador do Concelho em 1915 e 1917; Presidente da Câmara Municipal entre 1918 e 1919 e, posteriormente, entre 1925 e 1926; co-redactor do jornal  "O Concelho de Albergaria" em 1918 e 1919; e foi co-fundador da Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha.

Casou em Albergaria-a-Velha com D. Isaura da Silva Vidal. Residiram em Alquerubim, antes de emigrarem em 1899 para a Cutumbela, Benguela, Angola, de onde regressaram definitivamente, depois de 1904, instalando-se em Albergaria-a-Velha.

Faleceu em 3 de Agosto de 1937 na Praça Comendador Ferreira Tavares em Albergaria-a-Velha.

Fonte: "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Vigário (adaptado)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Obras de Manuel Henrique Pinto (1853-1912) sobre Angeja e o Rio Vouga

Manuel Henrique Pinto e José Malhoa são dois pintores do primeiro naturalismo português, um menos conhecido e outro mais conhecido, os quais desenvolveram uma estreita amizade e companheirismo, que se manifesta nas suas obras.

Conheceram-se na Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo ambos pertencido e exposto na Sociedade Promotora de Belas-Artes, com o “Grupo do Leão”, no Grémio Artístico, na Sociedade Nacional de Belas-Artes e em diversos certames internacionais. 

Quadro de Columbano Bordalo Pinheiro retratando o Grupo do Leão

Durante o ano de 1883 viajaram entre Aveiro e Figueiró dos Vinhos (a convite do escultor Simões de Almeida) onde pintaram diversos quadros a óleo.

"Henrique Pinto e Malhoa terão ido juntos até Figueiró no tal Verão de 1883, no seguimento de uma longa jornada pelo Vale do Vouga, possivelmente já no regresso a Lisboa, e sabemos que a convite ou por indicação de José Simões d’Almeida Júnior, antigo professor de ambos"

"Esta ligação entre os dois pintores, irá perdurar até ao fim da vida de Pinto, trabalhando frequentemente em conjunto, com uma afinidade e proximidade de temas e imagens, demasiado evidente para ser ignorada."

Obras de José Malhoa

34 - “O Vouga em Angeja”, 36 - “O Cojo em Aveiro”,  41 - “No Cojo (Aveiro)", 47 - "Margens do Vouga" e 48 - “O Vouga próximo a Angeja” são alguns desses quadros.

"O Vouga em Angeja" de José Malhoa
Mais informações sobre "O Vouga em Angeja" de José Malhoa.

Obras de Manuel Henrique Pinto

Os Catálogos das Exposições de Arte Moderna do Grupo do Leão incluem reproduções (em fac-simile) de dois quadros de Manuel Henrique Pinto:

61 - "Margens do Vouga" e 62 - “O Vouga próximo a Angeja”



Fontes/Mais informações: Catálogos Ilustrados das Exposições de Arte Moderna do Grupo Leão / Blog "Lisboa e o Tejo" / Página do Facebook sobre Manuel Henrique Pinto / Nuno Saldanha  (Livro "José Malhoa - Tradição e Modernidade" e Tese) / Aires B. Henriques (1-Blog "O Ribeiro de Pera") (2 - O Figueiroense) / Luís Borges da Gama (neto de M.H. Pinto) / wikipedia / Conferência Profª Dra Sandra Leandro / "Dei o teu nome às estrelas" (livro de Rui Conceição Silva sobre a chegada dos pintores a Figueiró dos Vinhos) / Provocando uma teima / Tese de António Trinidad Munoz / Flickr

Imagem de "O Vouga em Angeja" gentilmente cedida por Manuel de Bragança (editora Scribe)


Obras de José Malhoa
Obras de Manuel Henrique Pinto

sábado, 20 de janeiro de 2018

Habitação social em Albergaria-a-Velha

Bairro das Lameirinhas
A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha concluiu em 2015 a requalificação de vários fogos de habitação social, no Bairro das Lameirinhas, no Bairro Napoleão e num prédio no lugar dos Açores. Ao todo, foram cinco habitações intervencionadas para realojamento de famílias carenciadas.

A autarquia albergariense era proprietária de 70 fogos de habitação social, todos na freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior, e mais cinco em Alquerubim, no complexo de Quinta D’Alque, que estão atribuídos em regime de renda apoiada.

No Bairro das Lameirinhas, o maior conjunto de habitação social do concelho de Albergaria-a-Velha, situado no centro da Cidade, um apartamento no rés do chão, T3, foi requalificado e passou a dispor de uma rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e uma casa de banho com as mesmas condições. Um outro apartamento de tipologia T3 foi alvo de reparações, que consistiram em pinturas gerais, substituição de pisos, substituição de circuitos eléctricos e equipamentos de casa de banho e cozinha. A Câmara Municipal é proprietária de 32 fogos no Bairro das Lameirinhas, que é constituído por 88 de tipologias T1 a T4 duplex.

Bairro Napoleão (Alto da Assilhó)
O Bairro Napoleão, junto à Irmandade da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, é dos mais antigos do concelho, tendo sido construído para suprir a demolição de um grupo de casas que deram lugar à escola industrial, depois ciclo preparatório. São 12 casas, de dois andares, de tipologia T3, e quatro de rés do chão. A autarquia procedeu a uma intervenção em dois dos fogos que se encontravam devolutos, que consistiu em pinturas, reparação de caixilharia e soalhos, substituição de circuito eléctrico, equipamento sanitário e cozinha.

O Bairro das Lameirinhas é um conjunto habitacional construído pelo antigo Fundo de Fomento de Habitação, que passou para o município Albergariense em 2003. Os restantes fogos de habitação social da Câmara Municipal, na Rua Eugénio Ribeiro, na Rua das Flores, no lugar dos Açores e o Bairro Napoleão são os fogos do designado “Legado Napoleão”. Trata-se de Napoleão Luiz Ferreira Leão, um benemérito albergariense a viver em Moçambique, que doou à autarquia, em 1922, um fundo para construção de casas de Habitação Social.

Fonte: Região de Águeda (adaptado); Imagens: Google maps


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Misericórdia de Albergaria-a-Velha


Fundada em 1923, a Irmandade da Misericórdia de Albergaria-a-Velha passou a gerir na década de 1930 o Hospital de Albergaria-a-Velha localizado em Assilhó, na então vila e freguesia de Albergaria-a-Velha, o qual mais tarde seria demolido.

Em 1947 a Misericórdia, tendo como Provedor o Comendador Augusto Martins Pereira e com a ajuda de muitos benfeitores, construiu a “Cozinha e Sopa dos Pobres” - inaugurada em 18 de Abril de 1948.

Em 21 de Junho de 1948 teve inicio a construção do novo Hospital, no mesmo local do velho Hospital que entrou em funcionamento em 1951, tendo sido somente inaugurado a 3 de Maio de 1953.


Em 1954, ainda no mandato do Comendador Augusto Martins Pereira, ficou concluída a primeira fase da construção de um Bairro de 26 moradias para as classes mais pobres, comparticipadas pelo Estado e subsidiadas pelo Legado Napoleão. Em Janeiro de 1957 estavam já concluídas e ocupadas as 50 casas. Actualmente restam apenas 8 habitações em posse da Misericórdia.

Em 1974 o Hospital foi intervencionado pelo Estado, pelo que a Instituição esteve sem actividade até 1989, data em que deram entrada os primeiros utentes para o Lar de Terceira Idade, entretanto construído nas traseiras do Hospital, que entretanto fora desactivado, sendo nessa altura Provedor António Augusto Martins Pereira (neto do Comendador).

No sentido de dar resposta à população, a Misericórdia construiu o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação inaugurado em Setembro de 2004.

A 15 de Março de 2011, com a comparticipação do PARES foi inaugurado um novo Lar com as seguintes respostas sociais: Lar, SAD (Serviço de Apoio Domiciliário) e Centro de Dia.

Actualmente a Misericórdia ocupa todo o edifício hospitalar, dispondo de dois Lares de Terceira Idade (com capacidade total de 112 utentes), Serviço de Apoio Domiciliário (com capacidade de 75 utentes), Centro de Dia (com capacidade de 30 utentes) e Serviço de Medicina Física e de Reabilitação.

Fontes: Misericórdia de Albergaria-a-Velha (adaptado) / CMAAV

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

João Ferreira Pinto (1895-1961)


João Pinto, comerciante, artista e professor de liceu, nasceu em Albergaria-a-Velha, no Largo Rainha D. Teresa, nos finais do século XIX e aqui decorreu toda a sua vida. Feitos os primeiros estudos, seguindo a tradição familiar, ingressou na morna vida comercial do marasmo albergariense. Mas o seu espírito era o de um artista que, noutro meio, estaria fadado para voos diferentes. Muito jovem ainda, envolveu-se nos grupos culturais da vila e fez parte da Filarmónica, onde aprendeu música e de que veio a ser, mais tarde, regente. Ainda fez parte do grupo "Os Modestos", começando aí a sua faceta teatral.

Na segunda década do século XX é um dos fundadores e o principal animador do grupo "Pró-Albergaria", uma sociedade dramática e musical que vai ter grande projecção cultural, animando serões em Albergaria e povoações vizinhas e mesmo nos concelhos limítrofes. Ele é maestro, compositor e também notável intérprete e ensaiador teatral.

Em 1925 era director da Empresa do Cine-Teatro que ergueu a primeira, bela mas inacabada, casa de espectáculos que houve na vila. Funda então o "Orfeon de Albergaria" de que é regente e ensaiador, distinguindo-se de novo em festas e saraus. Tocava vários instrumentos musicais, mas era sobretudo excelente executante de violoncelo.

Entretanto foi colaborador assíduo, quer em prosa quer em verso, dos periódicos locais, nomeadamente do "Jornal de Albergaria", "Gazeta de Albergaria", "A Gazeta" e "Beira-Vouga", tendo-se distinguido especialmente nas gazetilhas nas quais ironicamente gozava os pequenos "faits divers" da vida local, assinando "Tojon Pião".

Foi co-fundador da Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha (1925), secretário da Assembleia Geral do Sport Clube Alba (1941), Vogal da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia de Albergaria-a-Velha (1954) e proprietário de uma tabacaria e livraria.

Era ainda pintor e paisagista, usando especialmente o carvão, processo então em moda. Foi professor de Desenho dos alunos do Colégio de Santa Cruz, o primeiro que existiu em Albergaria, entre 1927 e 1935 e posteriormente no recém-fundado Colégio de Albergaria.

Era um espírito alegre, crítico e sadio, cheio de bonomia, que viveu metade da sua vida honrada e modestamente como correspondente bancário, esquecido do seu valor que podia ter voado bem mais alto.

Faleceu em 20 de Junho de 1961 em Albergaria-a-Velha.

Fontes: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha" de António Homem de Albuquerque Pinho / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de D. Bismarck Ferreira e R. Vigário

domingo, 10 de dezembro de 2017

"Vou-me Despedir do Rio" evoca memórias de antigos trabalhadores da Fábrica do Caima


O CLDS 3G (Contrato Local de Desenvolvimento Social de 3ª geração) "Albergaria IntegraT"/Prave, em parceria com o Município de Albergaria-a-Velha, apresentou, no passado dia 30 de novembro, no Cineteatro Alba, a curta-metragem documental "Vou-me Despedir do Rio", baseada em histórias de vida de seniores da freguesia de Ribeira de Fráguas.

"Vou-me Despedir do Rio" é realizada por David Gomes e Pedro Cruz e visa resgatar as memórias dos antigos trabalhadores da Fábrica do Caima, bem como recordar o processo de produção do linho, que já teve um papel importante na economia local e constitui hoje uma tradição que é preciso preservar. A produção da curta-metragem está inserida na ação "Uma Vida Uma História", um projeto que visa contribuir para a construção da memória social do Concelho, representando as suas tradições e riquezas.




O documentário conta com a participação de vários seniores de Ribeira de Fráguas, que aceitaram partilhar episódios da sua vida para construir uma narrativa sobre o passado da sua terra. O projeto teve o apoio da Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas, do Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas e da Quinta do Caima.

A curta documental foi selecionada, entre 56 filmes de diferentes géneros, para entrar em competição na 23ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português que se realizou entre 27 de Novembro e 3 de Dezembro, em Coimbra, tendo-lhe sido atribuído uma Menção honrosa para melhor documentário.

Fonte: CMAAV

Trailer: Vimeo


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Arquivo Municipal - doações e depósitos



O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha comemorou o seu nono aniversário no dia 21 de novembro, aproveitando para celebrar vários protocolos de doação e cedência com doze munícipes e entidades locais.

Entre o material cedido, é possível destacar fotografias do século XX de Albergaria-a-Velha, negativos em vidro e película com paisagens de Angeja dos séculos XIX e XX [utilizadas nos postais de Angeja], a brochura inaugural do Cine-teatro Alba de 1950, documentação da Quinta do Fontão, de 1816 a 1935, e a encadernação de “O Arauto de Osseloa”.


Ao longo de 2017 o Arquivo Municipal tem dado continuidade à sua missão de tratar e disponibilizar a mais diversa documentação do Concelho ao público, em especial, através do seu portal, que já conta com 2055 utilizadores, que fizeram mais de 54 mil consultas desde a sua criação. Neste ano, foi concluído o trabalho de descrição das actas da Câmara Municipal dos séculos XIX e XX, bem como a inserção de todos os processos de obras particulares e vistorias incorporadas no Arquivo, de 1948 a 1996.

Em relação ao espólio fotográfico da Foto Gomes, constituído por 200 mil chapas em vidro e película, é de salientar o registo de mais de 120 mil chapas até à década de 1970. O processo de identificação das várias fotografias está a ser desenvolvido em parceria com os utentes da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, tendo o projeto colaborativo sido reconhecido como uma boa prática pela Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.


O Arquivo Municipal está a proceder a um trabalho de inventariação das famílias Albergarienses através da compilação e cruzamento de diversos registos – registos paroquiais de batismos, casamentos e óbitos; registos de passaporte; encomendas de fotografias da Casa Foto Gomes; registos de velocípedes, motociclos e cartas de condução; fichas de funcionários da Fábrica Alba – de forma a poder construir um historial das pessoas e famílias que viveram em Albergaria-a-Velha.

O munícipe poderá recolher diversos dados sobre os seus antepassados, estabelecer relações entre as pessoas e saber “por onde andaram” os familiares, caso tenham emigrado. “O projecto do Arquivo Municipal é único no País, não existe mais nenhum com esta dimensão em termos de quantidade e variedade dos registos levantados”, salientou Delfim Bismarck.

Fonte: CMAAV (adaptado)

sábado, 11 de novembro de 2017

Inauguração da estátua da Rainha D. Teresa e outras iniciativas no âmbito das comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha


No mês em que se celebram os 900 anos de Albergaria-a-Velha, a Câmara Municipal inaugura a estátua da Rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques e fundadora do território através da Carta de Couto de Osseloa de 1117.

A estátua da Rainha D. Teresa é uma obra do artista Hélder Bandarra, membro fundador do AveiroArte - Círculo Experimental de Artistas Plásticos de Aveiro e autor da estátua Princesa Santa Joana, que se encontra junto do Museu de Aveiro.

A estátua foi executada em bronze e tem dois metros de altura, estando colocada sobre uma base de um metro e 90 centímetros.


No âmbito das comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha, a Câmara Municipal apresentou, pelas 15h30, o inteiro postal comemorativo da data e, pelas 16h30, foi inaugurada, na Biblioteca Municipal, a exposição documental “Das Origens a Osseloa”.

A mostra reúne, pela primeira vez, os achados arqueológicos das escavações efetuadas nas Mamoas do Taco, no Monte de São Julião e em Cristelo, que constituem provas materiais dos povoamentos humanos anteriores à Carta de Couto de Osseloa.


A seguir à exposição foi apresentado o quarto número da Revista Albergue, uma publicação anual que promove a inventariação, preservação, valorização e divulgação da História e do Património do Concelho de Albergaria-a-Velha. Na edição de 2017, o leitor pode encontrar artigos que versam sobre arte sacra, demografia, genealogia e património natural, entre outros, destacando-se dois textos relativos às origens do território – “Os Marnéis – A Família de Gonçalo Eriz Fundador de Albergaria-a-Velha em 1117”, de Delfim Bismarck Ferreira e “As Singularidades da Carta de Couto de Osseloa (1117)”, de Maria Alegria Marques.


Em novembro, o programa das comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha inclui ainda a peça de teatro “Osseloa”, a 18 de novembro, e a “Gala Lírica” da Orquestra Filarmonia das Beiras, com Carlos Guilherme e Isabel Alcobia, na noite de 25.

Fontes: Terranova (adaptado) / Município de Albergaria-a-Velha


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

História Económico-Social de Albergaria-a-Velha no século XX

Fábrica de Papel de Valmaior fundada em 1872
O Município de Albergaria-a-Velha teve uma forte presença na história da indústria em Portugal, nomeadamente a Fábrica do Caima (primeira fábrica de pasta de papel de eucalipto no mundo), a Fábrica de Papel de Valmaior (fornecia papel de impressão para a maior parte das publicações periódicas do país) e a Fábrica Alba (empresa de fundição e metalomecânica que deixou marcas е mobiliário e equipamento urbano em todo o país).

Fábrica do Caima fundada em 1888 pela Caima Pulp
Torna-se importante reconstruir a história económica e social do século XX, tendo em conta a indústria como factor de valorização do município com a criação de um livro que destaque as principais indústrias: Alba, Minas do Palhal, Fábrica de Papel de Valmaior, Ferreira & Companhia, Companhia de Celulose do Caima, como principal motor da actividade económica e desenvolvimento social do Concelho.

Minas e Metalurgia SARL(actual Palbit) fundada em 1916
Foi adjudicado à historiadora Raquel Cardeia Varela um serviço de investigação especializada e criação de um livro sobre a História económico-social de Albergaria-a-Velha no século XX.

Fonte: internet  (em Novos Arruamentos); Imagens adicionais: Dissertação de Luís Martins

Nota: Na nossa opinião o estudo deveria ser alargado ao século XIX pelo facto de algumas das principais empresas se terem iniciado nesse período.

Outros Estudos

"Chorographia industrial do Concelho de Albergaria (...)" de Aníbal G. Ferreira Cabido (1911)

"A indústria no distrito de Aveiro. Análise geográfica relativa ao eixo rodoviário principal (EN n.° 1), entre Malaposta e Albergaria-a-Nova" de Lucília de Jesus Caetano (1986)

"Empresas e Empresários das indústrias transformadoras, na sub-região da Ria de Aveiro, 1864-1931" de Manuel Ferreira Rodrigues (2010), com destaque para a Fábrica de papel de Valmaior (Capítulo 3 - 7.1.) e a Fundição Albergariense (Capítulo 5 - 5.2.2).

Alba fundada em 1921
Ferreira & Cª fundada em 1877
Minas do Palhal descobertas em 1744 por ingleses.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Arte da Azulejaria na Capela de Nossa Senhora do Amparo (Sobreiro)


Por vezes, o bordado é transposto para a arte da azulejaria, como se vê na capela de Nossa Senhora do Amparo, em Albergaria-a-Velha, datada do século XVII (...)

Traz no centro um rótulo com a Virgem e o Menino, envolto em rica decoração à maneira dos bordados indianos, com hastes florais e pavões, motivos também associados tradicionalmente à Virgem.

Fonte: Artigo "O Império dos Mil Anos e a arte do “tempo barroco” (...)" de Jaelson Bitran Trindade (Brasil)

Extracto da foto


Capela de Nossa Senhora do Amparo (Sobreiro, Portugal)

Frontal de altar. Trata-se de uma capela particular.

Azulejo do século XVII.

Fotógrafo: João Miguel dos Santos Simões.

Data de produção da fotografia original: 1960-1970

Imagem arquivada na Biblioteca Digitile (Azulejaria e Cerâmica online) e no Biblarte (Flickr)  (Biblioteca de Arte / Art Library da Fundação Calouste Gulbenkian)


Mais informações sobre a capela

Na saída da povoação e dependente duma casa particular está a capela de Nossa Senhora do Amparo que, segundo Patrício Theodoro Álvares Ferreira, remontará ao séc. XVII. Esta capela tem aparência de ter sido ampliada no comprimento. É de realçar a frontaria baixa mas equilibrada, a porta de verga direita e de cornija, os postigos ao lado, a sineirita no vértice e um magnífico frontal de azulejos do séc. XVII.

São do séc. XVII e de fabrico de Lisboa, policromos, do tipo de tecidos; a frontaleira e os sebastos reproduzem os volumosos bordados a ouro, desenhando enrolamentos de encanto; o pano central contém a Virgem com o menino dentro dum rótulo recortado; os dois laterais, os bordados indianos de hastes florais e grandes aves; cercam o conjunto azulejos de ângulo, com o tema de rendas.