quarta-feira, 10 de maio de 2017

Armando Vidal, músico e maestro


Armando Vidal nasceu em Albergaria-a-Velha em 23-01-1947. Iniciou muito cedo os seus estudos musicais, concluindo no Conservatório Regional de Aveiro o Curso Superior de Piano com grande distinção. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian fez estudos de aperfeiçoamento com os professores Croner de Vasconcellos, Karl Engel, Paul von Schillawsky, Melina Rebelo e Lígia Ebo.

Fez uma carreira de pianista colaborando com grandes nomes nacionais e internacionais do canto, sobretudo no campo da Ópera, uma vez que foi Maestro assistente durante largos anos no Teatro Nacional de S. Carlos. Começou por se apresentar com o barítono Oliveira Lopes em concertos, tendo gravado para a RDP e RTP vários ciclos de Schubert, Schumann, Beethoven.


Tocou em Portugal, Madeira, Açores, Macau, Angola, Marrocos, Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Roménia, com os mais reputados cantores portugueses de várias gerações. Acompanhou em concerto nomes como Elsa Saque, Joy Bogen, Mara Zampieri, Fiorenza Cossotto, Ivo Vinco, Carlo Bergonzi.

Dirige orquestras em variados programas de Concerto, Oratória e Ópera, desde 1980. Além do Teatro Nacional de S. Carlos, dirigiu concertos e espectáculos do Real Teatro de Queluz, Companhia Portuguesa de Ópera, Orquestra do Norte, Teatro Ibérico, entre outros.


Foi professor no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Música de Câmara, e na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Competição. Exerceu igualmente funções de professor em diversas cadeiras nos Conservatórios Regionais de Aveiro, Ponta Delgada e Braga.

E colaborou em diversos Cursos de Interpretação com Paul Tortelier, Karene Giorgian, Ludwig Streicher, Regina Resnick, Ileana Cotrubas e Mara Zampieri.


Colaborou em várias edições discográficas e programas para a Rádio e Televisão. Das suas gravações mais recentes contam-se “A Canção Portuguesa” com Carlos Guilherme e “Casablanca – Os Êxitos da Broadway” com o Real Teatro de Queluz.

Gravou música para os filmes de Manoel de Oliveira "Mon Cas" ("O meu caso") e "Os Canibais", interpretando obras originais de João Paes, e colaborou na música do filme “Amor de Perdição”, igualmente de Manoel de Oliveira.

Fontes/Mais informações: Facebook / Youtube / Teatro Ibérico / Câmara Municipal de Guimarães

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Probranca - Associação Para o Desenvolvimento Sócio-Cultural da Branca


A Probranca foi constituída em 21 de Fevereiro de 1987 com a missão principal de servir as pessoas da Branca e de apoiar a Autarquia Local, nos projectos estratégicos de desenvolvimento da Freguesia, e as Associações, já constituídas, na concretização das suas principais aspirações.

Tirar a Branca do marasmo foi o propósito da Probranca, que fez convergir para o interesse da comunidade todas as forças vivas: autarquia, paróquia, associações culturais, personalidades e empresas. Como era urgente começar, decidiu-se arrancar mesmo sem sede e em condições precárias de funcionamento no edifício-sede da Junta de Freguesia.


Foram posteriormente construídas instalações próprias, em terreno também cedido pela autarquia local e com projeto elaborado pela Câmara Municipal. Esta obra esteve parada durante muitos meses por falta do prometido e atempado apoio da Câmara Municipal e só foi possível concluí-la com um novo projecto, que contemplou a ampliação e adequação das novas instalações às suas múltiplas actividades entretanto implementadas, financiado com recurso a fundos comunitários, ao abrigo do qual se edificou o Centro Comunitário.

Para fazer face ao crescimento e expansão futuros, foi necessário adquirir os terrenos confinantes a sul do Centro Comunitário, nele tendo sido investidos meios financeiros de montante assinalável, obtidos por recurso a financiamentos bancários.


A instituição, que deu os primeiros passos com três ou quatro idosos numa sala emprestada pela Junta de Freguesia, é hoje um “centro” de prestação de serviços a todas as gerações. Acolhe diariamente cerca de 150 crianças e cerca de 100 idosos, contando para isso com mais de meia centena de colaboradores.

A Probranca possui respostas sociais dirigidas às faixas etárias da infância - Creche, Jardim de Infância e CATL, até à terceira idade - Centro de Dia e Centro de Convívio, Serviço de Apoio Domiciliário e Serviço de Apoio Domiciliário Integrado. Possui a resposta social de Atendimento/Acompanhamento Social para a comunidade em geral. Também tem ao dispor da comunidade a Loja Social “De Mão para Mão”.

Fontes/Mais informações: Videos institucionais (1)(2) / Página oficial

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Rota dos Moinhos - Moinhos da Freirôa


Para além de ser um dos moinhos de maiores dimensões, o núcleo de moinhos de rodízio da Freirôa é também um dos mais antigos existente nas margens do Rio Caima, no concelho de Albergaria-a-Velha, remontando, pelo menos, ao início do século XIX.

No auge da sua actividade, o núcleo era composto por 14 casais de mós distribuídas por várias casas de moinho e anexos. Estes últimos usados como arrecadações e currais, que tanto podiam guardar os sacos de grão ou de farinha, como servir para abrigar os animais que eram utilizados como meio de transporte pelos moleiros. Trata-se por isso de um complexo moageiro de características ímpares a nível regional.


Graças ao empenho e dedicação de alguns dos seus proprietários, foi possível a partir de 2003 iniciar um lento processo de recuperação de todo este património. A iniciativa partiu do Sr. António Marques Almeida, residente nas Frias, o qual se empenhou a fundo na reabilitação das casas de que é proprietário.

No ano de 2005 coube a vez a outro dos proprietários, Sr. Firmino Ribeiro Valente, residente no Sobreiro, proceder ao início da recuperação da parte do conjunto que lhe pertence.

2006

Durante o ano de 2006 foram dados grandes passos com vista à recuperação de todo este complexo moageiro. Outro dos proprietários, Sr. José de Almeida, residente no Fontão, um dos últimos moleiros em actividade no nosso concelho e na nossa região, deu início à recuperação da sua parte.

Posteriormente, outro dos proprietários dos moinhos da Freirôa, Sr. Joaquim Almeida, residente em Salreu, iniciou também os trabalhos com vista à recuperação da sua parte. Os rodízios dos moinhos foram executados segundo os métodos tradicionais, um dos quais pelo Sr. José de Almeida, um dos proprietários, e outro pelo Sr. Augusto Santa, moleiro de Canelas que no passado também moeu em outro dos moinhos do rio Caima.


Coordenadas GPS: N 40º 43´25.46” W 8º 28´03.51”

Local: Margem direita do Rio Caima - Branca

Acesso: O acesso a este núcleo molinológico deve fazer-se preferencialmente a pé, de bicicleta ou em veículo com tracção, pois terá de percorrer alguns caminhos florestais que partem das imediações do Santuário da Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, tomando o troço principal do antigo Caminho dos Moleiros em direção ao vale do Rio Caima.

Moleiros: José Almeida e Firmino Oliveira.

Proprietários: José Almeida, Firmino Oliveira, Joaquim Almeida e António Almeida.

Fontes: Rota dos Moinhos / Geocaching / Moinhos de Portugal  (AF) /  Moinhos Abertos

Alguns dos proprietários dos moinhos em 2007  (AF)

 

segunda-feira, 20 de março de 2017

ACUSTEKpro - líder em soluções de isolamento acústico


A Acustekpro foi fundada em 2005 em Valongo, Ermesinde, tendo sido deslocalizada para Albergaria-a-Velha, para o Lugar de Assilhó, em Fevereiro de 2007.

A empresa conta com uma larga experiência na realização de obras de isolamentos, bem como no desenvolvimento de produtos próprios, actuando em três áreas de negócios: isolamento acústico, soluções chave na mão para isolamentos e condicionamentos acústicos para indústria, construção civil e obras particulares.


Entre as suas principais obras é de destacar, entre outras, as seguintes: Hotel Pestana (na foto), Auditório Municipal de Grândola, Banco do Fomento de Angola, Estúdios TV Record em Portugal, Estúdios SIC em Matosinhos, Centro de Cultura de Coimbra, Conservatório de Música de Bragança, Padrão dos Descobrimentos (Insonorização).

A empresa colabora com empresas e arquitectos de referências como Mota Engil, Teixeira Duarte, Costa Lopes Arquitectos, JLCG (Arquitecto Carrilho da Graça).


Com uma aposta clara na detenção de toda a cadeia de valor, a Acustekpro projecta e fabrica os seus produtos na fábrica de Albergaria-a-Velha e instala-os posteriormente com recurso a mão-de-obra própria.

A Acustekpro tem o objectivo de ser, nos próximos dez anos, uma referência no campo da acústica a nível mundial, levando os seus projectos, criações e produtos a todos os cantos do globo, tornando assim, acessível a todos, um produto de qualidade superior, e acima de tudo, com a garantia de satisfação constante por parte do cliente.

Fontes: Página Oficial / Catálogo

 

sexta-feira, 10 de março de 2017

As memórias do Fontão de Augusto Castro em "Religião do Sol" (1900) e Prefácio de “Angeja e a Região do Baixo Vouga” (1937)


Os primeiros anos da vida de Augusto de Castro (1883-1971) foram repartidos pelo Porto e pela Quinta do Fontão, em Angeja. Seria ao Vouga e aos seus “fundos de paisagem polvilhados a oiro”, que a sua infância e juventude ficariam indelevelmente ligadas, como o próprio reconheceria, algumas décadas mais tarde:

“Todo o homem é, espiritualmente, filho da paisagem que iluminou a sua infância. A nossa alma é moldada na terra. Nascido no Porto, tripeiro de origem, foi nas terras do Vouga que passei, posso dizer, a minha infância. De lá, espiritualmente, parti. Quando meus Pais vinham passar as férias do Natal, da Páscoa ou as férias grandes ao Fontão, a pouco mais de três quilómetros de Angeja, começava para mim a grande evasão rústica da aldeia que foi a primeira e a melhor escola do meu espírito. Se, mais tarde, a vida me separou dessas primeiras afeições, nunca na realidade, as esqueci”.


As longas temporadas no Fontão foram descritas em “Religião do Sol”, obra redigida por Augusto de Castro enquanto estudante da Universidade de Coimbra. Nela descreve com minúcia não só as paisagens do Fontão e de Angeja, a quinta, o pessoal de serviço doméstico e os vizinhos, mas também as desfolhadas, as romarias e outras festividades locais. Prova desta pormenorizada narrativa é a sua visão do Fontão:

“A minha fresca aldeia escorrega toda por um carreiro íngreme e pedregoso, num vale que defronta um montado de verdes sombrios, de pinheiros esguios como cadafalsos e folhagens sinistras como almas de corvos. As casas todas se anicham, numa grande pacificação de conforto, brancas, enviuvando há séculos do dono, metendo vento pelas frestas, mas todas elas de peitos amplos, com músculos retesados e vigorosos”.


Se, do pessoal que prestava serviço doméstico na casa, lembra “a boa Ana, limpa, fresca, nas rugas dos seus sessenta anos”, que todas as manhãs o acordava e lhe estendia “os calções de malha, a camisa de folhos e as botas abonecadas”, dos vizinhos recorda o regedor Laranjeira, “de suíças ruivas lançadas em penacho aos cantos, grandes mãos calejadas e faces de vinagre”, que, por vezes, o acompanhava pelos seus passeios, falando “das vindimas, dos milhos queimados e da fruta”.

Outra figura importante dos tempos do Fontão foi Emília, “a noiva de sorriso esquecido a um canto dos lábios”, que foi o seu primeiro amor: “mais tarde vieram os tremores escondidos do primeiro beijo atrás duma meda de palha, numa espadelada ao luar, com a timidez sobressaltada da Emilita. Ela corou muito, corou muito e fugiu”. Seguiriam caminhos diferentes.


No que respeita às festas, é a de Nossa Senhora do Carmo, tradicionalmente celebrada a 16 de Julho, que merece maior destaque. Esta encontrava-se, intimamente, ligada ao solar herdado pelo pai, pois era na capela da quinta do Fontão que estava a imagem da padroeira.

Era também aí que se celebrava, no segundo dos três dias que durava a festividade, a eucaristia:

“Logo no outro dia – domingo – manhãzinha cedo, começam a vir os padres de longe, a cavalo em éguas de cabeça esbatida, com malhas brancas nas patas, e estribos de caixa à antiga. Chegam todos e ao meio-dia em ponto, entre o compasso acentuado e grave da batuta do regente da música e a cantilena roufenha e solene da festa, dá-se começo ao palmear sagrado da missa. A capelinha é um santuário de madeira gasta, amarelecida. Nela a Padroeira está risonha, e tem uns olhos muito puros e muito suaves para minha Mãe e para a velha Ana que andaram nesse dia desde o raiar do Sol a aperaltar as jarras com florões de buxo e de camélias. Terminada a festa é o almoço dos padres lá em casa, enquanto os músicos lá fora vão entornando, numa santa jucundidade, a última alegre gota do quente sangue de Cristo".


“Religião do Sol” é, provavelmente, o título mais sugestivo de toda a sua vasta obra. De carácter autobiográfico – apesar do autor contar à época apenas 17 anos, idade talvez muito precoce para uma tão grande nostalgia –, estas prosas rústicas parecem encerrar um carácter ritualista, que marca a passagem da infância para a vida adulta, ou seja, a saída, porventura dolorosa/traumática, da casa paterna no Porto e a entrada na Academia, em Coimbra, longe dos que lhe eram mais próximos e queridos.

"Religião do Sol" reflecte a idiossincrasia lusa, patente no processo de estereotipação que opera nas descrições do pessoal doméstico e do ambiente pastoril e inocente, com que descobre o amor. Retrata também a dualidade campo/cidade, dicotomia que pode ser vista como “produto” da vida de Augusto de Castro, uma vida ora citadina, no Porto, ora campestre, no Fontão.


As longas temporadas no Fontão e em Angeja seriam, novamente, recordadas – com nostalgia e saudosismo – por Augusto de Castro, já na fase adulta, ao aceder escrever o prefácio da obra “Angeja e a Região do Baixo Vouga”, de Ricardo Nogueira Souto. Nesse evoca, uma vez mais, a importância desse período para a formação do seu espírito e carácter:

“Se toda a nossa vida é dominada pelas impressões da primeira idade, eu devo, sem dúvida, às fontes risonhas, aos calmos e ondeantes campos, às estradas luminosas, às romarias, aos vinhedos e aos pomares do Baixo Vouga, em que fui criado, esse fundo de optimismo tranquilo, de confiança jovial e de sereno amor pelo espaço e pela luz que sempre, que até hoje, dominou o meu espírito”.”

Nas primeiras páginas dessa monografia local reconhece que falar de Angeja ou do Fontão é “uma evocação dos doces, frescos e cantantes vergéis do Vouga em que meus primeiros anos decorreram”. Nessa obra relembra como, no Verão, nos dias quentes do mês de Agosto, percorria “o túnel de Angeja, a pateira de Frossos e as estradas”; observava “a ria, as areias e as águas claras do Vouga”; “bebia água das fontes”; e contemplava “os milharais ao vento, os adros floridos, os pinhais, as eiras com o milho dourado ao sol, os rebanhos nos campos”.


Não se esqueceu, de igual modo, que foi aí que saboreou, pela primeira vez, a caldeirada de peixe do rio de Aveiro, “cheirosa, fumegante, crepitando de azeite e côdeas de trigo; espessa e picante, capaz de ressuscitar o estômago de um morto”. Nem olvida o convívio com algumas das personalidades mais importantes da região, visitas frequentes de seu pai: o Padre Santos “alto e espaduado, bom como uma criança”, o “Padre Zezinho, que tinha e, felizmente, ainda hoje tem talento e graça às carradas”, o Castanheira, o Laranjeira, o Manuel Maria de Angeja, “em cuja casa, durante a festa da senhora das Neves se comiam os melhores leitões assados da região”, e os Lemos de Alquerubim.

Pormenor de não menos importância, é o facto de associar à quinta do Fontão a imagem que guarda da mãe: “quando recordo minha Mãe é, sob os caramanchões do jardim, em que duas grandes bicas de água ora soluçam, ora cantam, que a vejo passar e chamar-me, perpetuamente viva, com seus grandes olhos que pareciam sempre rezar quando me viam”.

Angeja, o Fontão e a festividade de Nossa Senhora do Carmo assumiriam uma tal relevância para Augusto de Castro que este, mais tarde, só viria a partilhar o espaço com aqueles que lhe eram mais próximos – o poeta João Lúcio, colega do curso de Direito, companheiro da toada coimbrã; e os escritores e políticos, Júlio Dantas e Carlos Malheiro Dias [autor de "Os Telles de Albergaria" sem qualquer ligação ao nosso concelho], amigos com quem compartilhava o gosto pela poesia, pelo romance, pelo teatro, mas também pelo jornalismo, pela política e pela diplomacia. Dito de outro modo: com os amigos forjados na juventude e nos primeiros anos da fase adulta, mas que se prolongariam, singularmente, para toda a vida.

Fonte: Dissertação “Arte de falar e arte de estar calado: Augusto de Castro - Jornalismo e Diplomacia” de Clara Isabel Calheiros da Silva de Melo Serrano (adaptado) com base nas obras “Religião do Sol. Prosas Rusticas” (1900) de Augusto de Castro e Prefácio” de “Angeja e a Região do Baixo Vouga” (1937) de Ricardo Nogueira Souto

Mais informações: Blog de Albergaria / Universidade do Porto / Site do Parlamento / Wikipedia 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Albergaria Vetera de Meigonfrio


Em parte da villa de S. Pedro de Osselola instituiu a rainha D. Theresa em 1117 um couto, e uma albergaria, que posteriormente se chamou Albergaria Vetera de Meigonfrio e serviu de núcleo à moderna vila de Albergaria a Velha.

Um doc. de 1271 referindo-se a uma herdade chamada das Forcadas sitúa esta «in termino Vauge in cauto de Arbergaria Vetera et in Oselloo» (Ms. n.o 636 da Bibliot. da Universidade de Coimbra, fl. 174 v.).

Quando o bispo de Coimbra, D. Egas, em 1258, fez transcrever a Carta em pública-forma, para garantia da sua conservação, declarou que assim procedia por utilidade de Albergaria-a-Velha de Meigon Frio. E era Velha, certamente para contrapor a outra Albergaria de mais recente fundação, e que devia ser a Nova.

Fonte: José Leite Vasconcellos (em "Revista Lusitana", 1914)


As características geográficas do território de Albergaria-a-Velha, proporcionaram desde tempos muito antigos importantes rotas de circulação, em sentido Norte-Sul como Nascente-Poente, com os respectivos pontos de apoio aos viajantes, circunstância que ficou consagrada, aliás, na história e na toponímia da região, nomeadamente através da Mansio Frigida registada na documentação medieval, por certo antecessora da albergaria vetera de Meigonfrio, instituída por D. Teresa no ano de 1117, na célebre Carta de Couto de Osseloa.

Mais tarde haveria de contrapor-se outra albergaria, a nova, fundada talvez pelos senhores das terras de Santa Maria poucos quilómetros a norte da primitiva, assim dando nome a outro aglomerado urbano que ainda hoje permanece com tal designação.

Fonte: António Pinho (adaptado) (em blog "Novos Arruamentos")

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Comemorações do Dia do Município


Este ano, para além dos 182 anos da fundação do Concelho, celebram-se os 900 anos da atribuição da Carta de Couto de Osselôa por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques.


DIA ABERTO PARA OS ALUNOS DO 3º ANO

Cerca de 200 crianças do 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico vão fazer uma visita guiada aos serviços da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha na segunda-feira, 13 de fevereiro (data da fundação do concelho), no âmbito das comemorações do Dia do Município.

Na visita guiada, os alunos vão percorrer diversas divisões e serviços municipais, acompanhados por funcionários da Câmara, que lhes vão explicar o funcionamento da Autarquia. Uma das paragens é no Gabinete da Presidência, onde os alunos podem conhecer os membros do Executivo e colocar questões sobre as funções específicas do Presidente e dos Vereadores. Durante a visita será feita ainda uma breve apresentação sobre a fundação de Albergaria-a-Velha no século XII e a sua evolução até aos nossos dias.

O dia aberto para os alunos do 3.º ano insere-se na estratégia de promoção da História e Património Local e da Educação para a Cidadania, procurando sensibilizar os mais novos para o funcionamento da Administração Pública e para as formas de exercer uma participação ativa. A visita à Câmara Municipal no 3º ano do 1º Ciclo antecede e complementa a visita à Assembleia da República, que as crianças farão depois no 4º ano.


SESSÃO SOLENE E ATRIBUIÇÃO DE MEDALHAS

Ainda no âmbito das comemorações do Dia do Município e dos 900 anos da fundação de Albergaria-a-Velha, a Câmara Municipal vai realizar no dia 18 de fevereiro, sábado, pelas 16h00, uma sessão solene onde serão atribuídas distinções honoríficas a individualidades, instituições e associações do Concelho.

O Município vai atribuir a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro a Rui Marques, antigo Presidente da Câmara Municipal, à Associação de Instrução e Recreio Angejense e ao Clube de Albergaria, duas colectividades centenárias do Concelho.


A Medalha de Mérito Municipal – Grau Prata será concedida à Casa do Povo de Alquerubim, que comemora 86 anos em 2017.

A Câmara Municipal vai também distinguir, com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Cobre, Margarida Ferreira Coutinho, confeiteira dos doces tradicionais Turcos, o Agrupamento n.º 838 de Escuteiros de Albergaria-a-Velha, o Grupo Columbófilo de Valmaior, o Grupo Desportivo e Cultural de Ribeira de Fráguas, a União Desportiva e Cultural de Mouquim e a União Desportiva de Valmaior.

Fonte: CMAAV

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fausto Xavier (1909-1995), médico com alma de artista


Fausto Tavares Xavier Lopes Rodrigues nasceu em 25 de Maio de 1909 no lugar das Azenhas, em S. João de Loure e era filho do Juiz de Direito António Tavares Xavier, natural de Macinhata de Vouga, e de D. Maria Rodrigues da Costa Lopes Xavier, a conhecida D. Maria das Azenhas, que foi presidente da Junta de freguesia de S. João Loure.

Fez a instrução primária na escola de S. João de Loure, na Rua do Cabo, tendo sido aluno dos professores Matias, de Ílhavo e, depois, Joaquim Baeta, de Pinheiro. Frequentou o Liceu José Estevão de Aveiro, concluindo o curso com alta classificação.

Ingressando na Faculdade de Medicina de Coimbra em 1926, aí terminou a sua licenciatura em 26 de Julho de 1932 também com alta classificação. A menor nota que obteve, durante todo o curso, foi de 15 valores a Bactereologia.


Ainda em 1932 foi exercer a sua profissão para Lisboa, pois em S. João de Loure não tinha qualquer hipótese de 'governar a sua vida' visto sua mãe lhe ter implorado que nunca levasse dinheiro pelos seus serviços a pessoas de S. João de Loure.

No exercício da sua vida profissional, com várias especialidades, nomeadamente Medicina Tropical e Hidrologia, desenvolveu a sua actividade como Interno dos Hospitais Civis de Lisboa, cirurgião do Hospital do Rego, em Lisboa, director dos Serviços de Estomatologia do Hospital Militar da Estrela, pediatra no Hospital de D. Estefânia, assistente no Hospital Sanatório da Ajuda, além de ter o seu consultório particular, que nunca abandonou. Como foi médico militar possuía a patente de capitão.

Foi concertista de guitarra de Coimbra com formação musical, multi-instrumentista, autor de repertório próprio e executante do repertório de Artur Paredes, violino na Tuna Académica da Universidade de Coimbra e Presidente desta agremiação no ano lectivo de 1931-1932.


É autor, entre outras obras, dos hinos das Bandas Musicais da sua freguesia, a de S João e a de Pinheiro, letra e música, os quais estão registados na Sociedade Portuguesa de Autores (S.P.A.). Era poeta de um lirismo de recorte bucólico.

Além de médico, poeta e músico, também foi desportista de mérito, tendo sido campeão nacional e recordista do salto à vara, entre 1931 e 1937.

Casou em 1937, em Santarém, com a Dra. Paulina Canova de Magalhães, natural de Cantanhede, licenciada em Farmácia aos 21 anos, também com alta classificação. Tem dois filhos, Nuno António e Fausto Jorge, ambos distintos médicos, o primeiro especialista em Geriatria e o segundo em Otorrinolaringologia.

Fontes: Dr. Sousa e Melo (em Jornal de Albergaria) (adaptado) / Blog "Guitarra de Coimbra" (1) (2)


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Concurso "Descobre a Tua Terra" (1990)


Este concurso nacional foi anunciado, a nível local, no Boletim Municipal nº 9 (Janeiro/Fev. 1990), nas Escolas Preparatória e Secundária, e promovido através das Juntas de Freguesia.

A participação dos jovens seria feita em duas áreas: fotografia e texto. Os jovens podiam concorrer nos concelhos onde residiam ou estudavam, através da Câmara Municipal, e os prémios consistiam numa viagem no Comboio Europeu e numa viagem no Cruzeiro Europeu Jovem.

Na área do texto os trabalhos "deveriam abordar criativamente temas sobre "história, o património,arte ou cultura de sua terra"; na área da fotografia os trabalhos, de uma forma mais livre, deveriam tratar, naturalmente, de temas da sua terra.


Os concorrentes no concelho de Albergaria-a-Velha foram sete, no conjunto das duas modalidades, dividindo-se da seguinte maneira: João Carlos Nunes Lourenço, Goreti Maria Marques Sarrico, Ana Margarida dos Santos Branco e Delfim dos Santos Bismarck Álvares Ferreira, na área de texto; Betsy Nunes Acunha, Odílio Manuel de Seixas Santos e Ana Margarida dos Santos, na área de fotografia.

O Júri decidiu assim: como vencedor na área de texto Delfim Bismarck, com o trabalho intitulado "A Ermida de Nossa Senhora do Socorro no Bico do Monte"; como vencedora na área de fotografia Betsy Nunes Acunha, com o trabalho intitulado "Torreão".

Fonte: Boletim Municipal de Albergaria-a-Velha nº 12 (Dezembro de 1990) (adaptado) (em Blog "Novos Arruamentos")

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Alba - Uma marca portuguesa no mundo" de Delfim Bismarck Ferreira e Pedro Martins Pereira


"Procurámos com este estudo trazer a público uma panorâmica geral da vida e obra do Comendador Augusto Martins Pereira e de seus filhos, bem como da indústria daquela que foi uma das principais marcas industriais portuguesas do século XX e início do XXI”, escrevem os autores na introdução.

A marca Alba, registada em 1929, teve ao longo de várias décadas uma grande difusão, quer em Portugal, quer nos países que constituíam o designado Império Ultramarino Português.

O seu fundador, Augusto Martins Pereira, lançou as bases daquela que foi talvez a principal marca portuguesa de utensílios domésticos, mobiliário urbano e acessórios fundidos para águas e saneamento do século passado.

A importância da marca Alba não se ficou somente pelos produtos fabricados. As instalações fabris foram uma verdadeira escola técnico-profissional, formando técnicos especializados em diversas áreas que, na altura, faltavam no mercado de trabalho.

A família Martins Pereira assumiu também um papel importante no desenvolvimento social, cultural e desportivo do Concelho, com destaque para a criação e apoio do Sport Clube Alba, a construção do Parque de Recreio e Desporto Alba e do Cineteatro Alba.

Fonte: CMAAV 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Manuel Valente dos Santos Conde (1882-1968), Padre


Natural de Salreu, nasceu a 28 de Outubro de 1882 e faleceu na freguesia da Branca a 15 de Outubro de 1968. Foi nomeado para o Serviço Sacerdotal da Igreja da Branca a 26 de Agosto de 1920 e aqui permaneceu durante quase meio século.

O Padre Conde promoveu a realização de várias obras na Paróquia, que ainda hoje são recordadas, como é o caso das obras de restauro da Igreja e Capelas da Freguesia e início da construção de nova Residência Paroquial, durante a década de 30, e Electrificação da Igreja Matriz, Iluminação da Torre e Construção do Salão Paroquial, durante as décadas de 40 e 50. E nos anos 60 adquiriram-se os painéis da Via Sacra e fez-se um novo púlpito.


Foi um dos grandes impulsionadores da Banda da Música Amigos da Branca (actualmente mais conhecida por ARMAB), sendo Vice-Presidente da Assembleia Geral durante cerca de duas décadas.

Foi um dos priores que mais marcou a freguesia da Branca e que está bem patente na memória dos branquenses, tendo sido mandado erigir um busto em sua homenagem.


Fonte: "Auranca e a Vila da Branca" de Nélia Maria Martins Almeia Oliveira (adaptado)

Imagens: Arquivo de Albergaria (Foto Gomes, 1935) / Que Cena / Blog Doutra Vida

Opinião menos abonatória dos Protestantes

Manuel Conde - por alcunha, o "Ferrugem" - nado e baptizado na vizinha freguesia de Salreu -, era o pároco da freguesia da Branca desde há muitos anos. Corria-lhe nas veias o sangue de "inquisidores" e "cruzados". Embora conhecido como homem duro, o povo seguia-o.

Sem se descuidar, pegou em Lutero e Henrique VIII, no comunismo e maçonaria e levou-os todos para o púlpito. Transformou-os em munições e dali os atirava "raivosamente" na manhã de cada Domingo. Os protestantes foram identificados com todos estes nomes e vistos como inimigos de Deus e da "Santa Madre Igreja Católica Romana".

Fonte: Irmãos.net (adaptado)

domingo, 20 de novembro de 2016

Casa da Criança de Albergaria-a-Velha (Creche de Albergaria-a-Velha)


A Casa da Criança foi construída em terreno que pertencia a duas entidades: uma parte era pertença do Professor João Gomes, do Porto, que o doou à J.P.B.L. (Junta da Província da Beira Litoral), em 1953, e a outra da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, que teve o mesmo procedimento. Este foi o ano durante o qual a mesma entrou em funcionamento, tendo a sua inauguração oficial acontecido em Maio.

O financiamento foi comparticipado pelo já habitual subsídio do Fundo do Desemprego e para a sua construção contribuiu decisivamente, para além de Bissaya Barreto, a acção do Comendador Augusto Martins Pereira, filantropo e mentor da conhecida Fábrica Alba que também tomou “a seu cargo o pagamento das despesas a efectuar com as diversas reparações do edifício”, no ano de 1957.


A análise de fotografias tiradas no dia da inauguração permite perceber que o edifício não seguia pelo menos fielmente, a proposta funcional e formal de Luís Benavente. Ainda assim, é de relevar a notória (e habitual) intenção de pelo menos introduzir o azulejo enquanto elemento primordial em termos decorativos e simbólicos (nos pilares e em vários painéis), para além do seu uso enquanto material principal de revestimento.

É também absolutamente perceptível a vontade de equipar diversos espaços, nomeadamente o gabinete médico, o refeitório e o vestiário, com mobiliário de desenho moderno/hospitalar, com linhas extremamente depuradas e privilegiando a estrutura metálica tubular. Naquele tempo, estes conceitos (moderno e hospitalar) tornavam-se, sob alguns aspectos, praticamente sinónimos, e o mobiliário era, sem dúvida, um deles.


Apesar de, por exemplo, a expressão formal do volume edificado e um certo excesso decorativo no seu interior, revelarem uma concepção arquitectónica sem especiais referências à Arquitectura Moderna, a escolha e desenho dos móveis continha em si um desejo de apetrechar modernamente o edifício, tirando daí também dividendos ao nível do estatuto de um estabelecimento que certamente queria transparecer um carácter higiénico, sanitário, limpo, novo, contemporâneo, ou seja, moderno. 

Rede de casas da criança na Província da Beira Litoral


Quando, em 1937, o Estado Novo extinguiu a educação pré-escolar pública, Bissaya Barreto concebeu e planeou uma rede de casas da criança na Província da Beira Litoral. De um total de 18 Casas da Criança, três foram criadas nos anos de 1930 (em Estarreja, Vila Nova de Ourém e em Santa Clara, em Coimbra); cinco nos anos de 1940 (Loreto e Olivais, em Coimbra, Castanheira de Pera, Figueira da Foz e Luso) e dez na década de 1950 (Alvaiázere, Mealhada, Águeda, Pombal, Albergaria-a-Velha, Condeixa-a-Nova, Coja, Pedrógão Grande e Mira).

As Casas da Criança e/ou Parques Infantis, como vulgarmente eram conhecidos, acolhiam crianças até aos sete anos de idade, filhos de trabalhadores e tinham “orientação de educadoras devidamente preparadas que lhes dão as primeiras noções que servem de pedestal à sua formação, para, na vida prática, prestarem provas da sua preparação, para os diferentes cargos a desempenhar”.


Sete Casas da Criança funcionavam em edifício próprio, construído para o efeito ou adaptado. No que respeita às infraestruturas, todas tinham água canalizada, esgoto ou fossa, eletricidade e aquecimento. Apenas a de Alvaiázere não tinha aquecimento. O projeto de arquitetura apresentava o mesmo padrão, os materiais utilizados e a decoração tipo obedecia a uma mesma linha de construção.

Estas instituições incluíam um átrio, sala de espera para doentes a aguardar consulta e um consultório, um salão para as aulas das crianças, creche com berços para os pequenitos, um vestíbulo, instalações sanitárias, cozinha, sala de jantar, dois recreios e jardim. Este tipo de equipamento foi o mais numeroso e descentralizado.


Foram formadas enfermeiras puericultoras visitadoras de infância e assistentes sociais, algumas das quais vieram a assumir funções de regente e de assistente social nas Casas da Criança, Colónias, Dispensários e Hospitais e Instituto Maternal, substituindo o pessoal não qualificado, até então em funções em alguns destes serviços (1).

(1) Casa da Criança de Albergaria a Velha (1953-1954): cursos de Enfermeira Puericultora e Visitadora de Infância (EPVI) Maria Isabel dos Santos Figueiredo e Maria Margarida Coreia Tavares.

Fontes: “Arquitectura hospitalar e assistencial promovida por Bissaya Barreto” de Ricardo Jerónimo Pedroso de Azevedo e Silva / “Bissaya Barreto e a política assistencial da Junta da Província da Beira Litoral” de Alcina Martins e Maria Rosa Tomé

Colaboração: Fotos digitalizadas por Eng. Duarte Machado

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Apresentação da edição nº 3 da revista “Albergue” (05-11-2016)



O terceiro número da revista “Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha”,  que promove a investigação, preservação, valorização e divulgação do património concelhio, conta com 16 artigos de diversos investigadores locais e nacionais, bem como a contribuição de um autor brasileiro.

Os artigos publicados abordam variados temas, como a arte sacra, o cinema, a emigração, a política e a religião, abarcando não só o património edificado, mas também o natural, o imaterial e o geológico.


“Manuel Guimarães – O Cinema ou a Vida”, de Leonor Areal,  “Património Natural do Município de Albergaria-a-Velha: Rios de descoberta – A biodiversidade do rio Fílveda”, dos investigadores da Universidade de Aveiro, Milene Matos, Inês Silva e Nuno Lopes-Pinto, e “As Mamoas do Taco (Albergaria-a-Velha) – Recuperação e Valorização Patrimonial”, de Pedro Sobral de Carvalho e Vera Caetano são alguns dos artigos que podem ser encontrados neste mais recente número da revista Albergue.

Pela primeira surge um artigo de um investigador estrangeiro, o brasileiro Wanderlei de Oliveira Menezes, com um estudo biográfico intitulado “A trajectória de José Álvares Ferreira (1737-1810) – Um albergariense e a carreira da magistratura no Reino e Ultramar Português”.

A revista apresenta uma rubrica nova, “Notas soltas”, dedicada a referências sobre Albergaria e a sua região, no domínio da Cartografia, bem como uma referência final, bibliográfica, sobre os artigos publicados nos números anteriores.


Capa

A imagem de capa é um retrato a óleo de Bernardino Máximo de Albuquerque existente no Salão Nobre dos Paços do Município, sendo uma forma de homenagear aquele que foi provavelmente o principal autarca Albergariense de todos os tempos, e que marcou a viragem do século XIX para o século XX, bem como a transição da Monarquia para a República, e que dá o nome à principal Avenida do Concelho, que liga os Paços do Concelho ao antigo Hospital.

O autarca, natural de Silva Escura, concelho de Sever do Vouga, é citado em dois artigos, um sobre a Casa do Outeiro ou da Rua de Cima em Albergaria-a-Velha, que era de sua propriedade, e outro sobre o período de anexação do Concelho de Sever do Vouga por Albergaria-a-Velha (1895-1898), em que ele era o Presidente da Câmara.


Três primeiros números da Revista Albergue

Delfim Bismarck esclareceu que no conjunto dos três números da revista Albergue, são apresentados artigos de 33 autores, num total de 38 artigos e 899 páginas publicadas, com 625 imagens distintas do Concelho.

Futuras edições

Estão em preparação duas obras sobre a participação dos Albergarienses na I Guerra Mundial (1914-1918) e na “Guerra do Ultramar” (1961-1974).

Fontes: CMAAV / Ribeirinhas  TV (Video) / Facebook